Yuviwel recebe parecer favorável de comitê europeu para tratar crianças com acondroplasia
Medicamento de aplicação semanal poderá ser indicado a crianças a partir de 2 anos, mas ainda depende da decisão final da Comissão Europeia

O Comitê de Medicamentos para Uso Humano (CHMP), da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), emitiu em 15 de outubro de 2026 parecer favorável à autorização do Yuviwel, medicamento cujo princípio ativo é o navepegritide. A recomendação contempla crianças com acondroplasia a partir dos 2 anos, com placas de crescimento abertas e diagnóstico confirmado por teste genético.
Desenvolvido pela Ascendis Pharma e conhecido durante as pesquisas como TransCon CNP, o Yuviwel é administrado por injeção subcutânea uma vez por semana. Sua tecnologia permite a liberação prolongada do peptídeo natriurético tipo C (CNP), substância envolvida na regulação do crescimento ósseo.
O que mostram os estudos
Entre as evidências avaliadas está um estudo com 84 crianças com acondroplasia. Após 52 semanas, o grupo que recebeu o medicamento apresentou crescimento médio aproximadamente 1,5 centímetro maior que o grupo que recebeu placebo.
Esse resultado se refere ao período acompanhado pelo estudo e não permite estimar qual será o ganho de altura na vida adulta. Nos Estados Unidos, onde o Yuviwel recebeu aprovação acelerada, está em andamento uma pesquisa para confirmar os benefícios do tratamento em longo prazo.
Na avaliação europeia, os efeitos adversos mais comuns destacados foram reações no local da injeção e aumento do crescimento de pelos. A EMA recomenda que a prescrição e o acompanhamento sejam feitos por médicos com experiência no cuidado de crianças com acondroplasia.
Próximas etapas
O parecer favorável do CHMP é uma etapa importante do processo regulatório, mas ainda não representa a autorização definitiva na União Europeia. A decisão final cabe à Comissão Europeia. Segundo comunicado da fabricante, a expectativa é que ela seja anunciada no último trimestre de 2026; trata-se de uma previsão e o processo ainda precisa ser concluído.
Para as famílias brasileiras, é importante observar que o parecer se refere à avaliação europeia. No Brasil, o registro de medicamentos é responsabilidade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e a recomendação da EMA não substitui a análise nacional.
A ANNABRA acompanha os avanços científicos e regulatórios relacionados à acondroplasia. Informações sobre novas possibilidades terapêuticas precisam ser divulgadas com clareza, transparência e atenção aos limites dos estudos, às decisões das autoridades de saúde e às necessidades de cada pessoa.




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