Do diagnóstico ao pódio
- contatoannabra
- há 2 dias
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Arthur Isaac, campeão brasileiro de Paraskate Sub-16, transforma desafios do nanismo em destaque no skate nacional

Conhecido como “Pimentinha”, Arthur Isaac é campeão brasileiro de Paraskate na categoria sub-16 e vem se consolidando como um dos destaques da modalidade no país. Nascido com acondroplasia — a forma mais comum de nanismo — o jovem atleta transformou os desafios físicos em motivação para construir uma trajetória marcada por disciplina, superação e paixão pelo skate.
Morador de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, Arthur segue em acompanhamento médico com geneticista e faz uso do medicamento Voxzogo, indicado para o tratamento da acondroplasia. Foi a mãe, Adriana Pereira, quem o apresentou ao esporte, buscando uma atividade que estimulasse autonomia, gasto de energia e desenvolvimento motor.
“Pensei em um esporte que dependesse apenas dele. Pesquisei e encontrei a ABPSK (Associação Brasileira de Paraskateboard), que nos orientou sobre como iniciar na modalidade”, conta Adriana.
O diagnóstico da acondroplasia aconteceu ainda durante a gestação. Segundo a mãe, a confirmação veio duas semanas antes da cesariana, marcada para 9 de junho de 2015. “Eu queria vê-lo na barriga antes do nascimento. Foi quando o médico me falou sobre a condição”, relembra.
Desde então, a família assumiu um papel central na rotina de treinos, oferecendo apoio emocional, disciplina e incentivo. “Ensinamos que somos capazes de realizar o que nos propomos. Nem todos os dias serão de vitória, mas sempre é possível levantar e tentar novamente”, afirma Adriana.
A dedicação trouxe resultados expressivos. Arthur conquistou o 1º lugar no Mini Ramp Paraskate (Na Valent Ramp), o 1º lugar na 2ª Etapa Macaense de Mini Ramp (estadual) e o 1º lugar no Campeonato Brasileiro de Paraskate Sub-16, em 2025.
Para o atleta, os principais desafios estão relacionados ao equilíbrio e ao tamanho do shape (prancha do skate). Ainda assim, ele destaca o acolhimento dentro do ambiente esportivo. “A galera do skate me recebeu muito bem. Às vezes, algumas crianças percebem meu tamanho e perguntam minha idade”, relata.
Arthur também chama atenção para a baixa representatividade de pessoas com nanismo no Paraskate. “Para aumentar o número de atletas, precisamos de mais divulgação e visibilidade. Minha maior motivação é ser referência e incentivar novos paraskatistas”, afirma.
Entre os momentos mais marcantes da carreira, o jovem cita o primeiro pódio: o 3º lugar no Street Paraskate, em Volta Redonda (RJ). O próximo objetivo é ainda mais ambicioso: participar efetivamente do STU (Skate Total Urbe), principal circuito nacional da modalidade.
“O nanismo não nos define. A caminhada é longa, mas desistir não é uma opção. Venha fazer uma aula experimental — mas cuidado: há grandes chances de se apaixonar pelo skate”, conclui.




Que Deus possa continuar abençoando essa criança linda ,para que cada vez voe mais alto.
Parabéns por tudo que vem conquistando ao longo do tempo e o que ainda está por vir.
Que Deus te abençoe muito Arthur, saiba que tem uma torcida aqui por você, você ainda vai chegar muito longe, parabéns por mais essa conquista e tenho certeza que virá muitas outras. 👏👏👏🤩