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Hipocondroplasia: novo guia internacional alerta para comorbidades e reforça a importância do acompanhamento multidisciplinar

Material financiado pela BioMarin Pharmaceutical foi feito com base nas experiências e percepções de famílias que convivem com a hipocondroplasia


A hipocondroplasia é uma displasia esquelética rara causada por alterações no gene FGFR3 e, embora seja frequentemente associada à baixa estatura desproporcional, seus impactos podem ir muito além da altura.


Com o objetivo de apoiar famílias, cuidadores e profissionais de saúde, foi lançado recentemente o guia internacional "Hypochondroplasia: A Guide for Parents", desenvolvido a partir das experiências de famílias que convivem com a condição e da contribuição de especialistas em displasias esqueléticas.


O material reúne informações sobre diagnóstico, crescimento, desenvolvimento, possíveis complicações de saúde e bem-estar emocional, reforçando a importância do acompanhamento multidisciplinar ao longo da vida.

Para a presidente da ANNABRA – Associação Nanismo Brasil, Kenia Rio, o guia é inovador e extremamente importante para auxiliar as famílias que, diante da busca de informações sobre as displasias esqueléticas, encontram dificuldades e resistências.


“É extremamente inovador! A Biomarin esta prestando um grande serviço às famílias. Só quem convive com uma condição rara sabe o alívio que é poder encontrar fontes de informações seguras”, analisa.


O guia destaca que a hipocondroplasia afeta cada pessoa de forma diferente. Embora muitas pessoas apresentem boa qualidade de vida e expectativa de vida semelhante à da população geral, algumas podem desenvolver complicações que exigem acompanhamento especializado.


Nesse sentido, destaca como características comuns a baixa estatura desproporcional, braços e pernas mais curtos em relação ao tronco, macrocefalia relativa (aparência de cabeça proporcionalmente maior), alterações ortopédicas, como arqueamento das pernas e lordose lombar, e limitações articulares, especialmente nos cotovelos.


O documento ressalta que a identificação precoce dessas manifestações pode contribuir para intervenções mais adequadas e melhor qualidade de vida.


Atenção às comorbidades - Segundo o guia assim como ocorre em outras displasias esqueléticas relacionadas ao gene FGFR3, a hipocondroplasia pode estar associada a diferentes condições clínicas que merecem atenção.


O material destaca a importância do monitoramento de:

Audição e infecções de ouvido - Crianças com hipocondroplasia podem apresentar otites recorrentes e perda auditiva, situações que podem impactar diretamente o desenvolvimento da fala e da linguagem.

Distúrbios respiratórios do sono - A apneia do sono também pode estar presente, causando interrupções na respiração durante a noite, sonolência diurna, dificuldades de atenção e prejuízos no desempenho escolar.

Complicações neurológicas - Embora menos frequentes, algumas crianças podem apresentar convulsões ou desenvolver hidrocefalia, reforçando a necessidade de acompanhamento neurológico quando houver sinais de alerta.

Desenvolvimento e aprendizagem - O documento também chama atenção para possíveis atrasos no desenvolvimento motor e da linguagem, além de dificuldades de aprendizagem que podem surgir em parte dos pacientes.

Por isso, avaliações periódicas e intervenções precoces são consideradas fundamentais para garantir o melhor desenvolvimento possível.

 

Importância da equipe multidisciplinar e impacto emocional nas famílias

 

O guia reforça que o cuidado ideal para pessoas com hipocondroplasia envolve diferentes especialidades, incluindo pediatria, genética, neurologia, ortopedia, otorrinolaringologia, fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e suporte psicológico.

Além do acompanhamento médico, a adaptação dos ambientes escolares e familiares é apontada como uma ferramenta importante para promover autonomia, inclusão e autoestima.

Outro aspecto abordado pelo material é o impacto emocional do diagnóstico.

Pais, irmãos e a própria criança podem enfrentar desafios relacionados à adaptação, inseguranças e preocupações com o futuro. O documento destaca a importância das redes de apoio, das associações de pacientes e do acompanhamento psicológico quando necessário.

Segundo o guia, o acesso à informação de qualidade e o contato com outras famílias que vivem experiências semelhantes podem fazer uma grande diferença na construção de confiança e resiliência.

 

Versão em Português - Pensando em ampliar o acesso à informação para as famílias brasileiras, a BioMarin está trabalhando na tradução oficial do guia para o português.

 

Assim que o material estiver disponível, a ANNABRA divulgará em seus canais e disponibilizará o acesso ao documento para toda a comunidade.

Informação de qualidade salva tempo, reduz incertezas e fortalece famílias. E quando falamos de condições raras, conhecimento também é cuidado.


 
 
 

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