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‘A deficiência nunca será impedimento para sonhar grande’: Rayssa Rocha conquista prata nacional e inspira nova geração de atletas

Aos 18 anos, atleta capixaba com nanismo conquista medalha de prata no halterofilismo paralímpico, entra para o ranking nacional e sonha representar o Brasil em competições internacionais


A jovem atleta Rayssa Rocha, de 18 anos, alcançou um importante marco em sua trajetória esportiva ao conquistar a medalha de prata em uma competição nacional realizada em Natal (RN). O resultado garantiu à atleta capixaba uma posição no ranking nacional do halterofilismo paralímpico, consolidando seu nome entre os destaques da modalidade e abrindo caminho para novos desafios.


A conquista vai além da medalha. Para Rayssa, o momento representa a recompensa por anos de dedicação, disc

plina e resistência diante das exigências do esporte de alto rendimento.

"Foi uma satisfação imensa. Uma conquista que mostrou que valeu muito a pena ter resistido", afirma a atleta.


Desafio de representar o Espírito Santo - Única representante do Espírito Santo na modalidade durante a competição, Rayssa encarou a responsabilidade de levar o nome do estado ao cenário nacional do halterofilismo paralímpico feminino.


"Foi um grande desafio despontar o halterofilismo feminino capixaba", destaca.

Ao ingressar no ranking nacional ainda na juventude, a atleta reconhece que a conquista também traz novos compromissos.


A atleta afirma que esse é apenas um dos desafiso a serem enfrentados. "É um degrau que foi iniciado. Muita coisa ainda está por vir. O ranking nacional representa mais responsabilidade."


Engana-se quem acredita que o halterofilismo se resume a levantar peso. Segundo Rayssa, a modalidade exige uma combinação de técnica, disciplina e preparação constante.


"O halterofilismo não é só levantar um determinado peso. Exige técnica, disciplina e treinos focados. É uma modalidade com a qual eu simplesmente me identifico."


Apesar da rotina intensa, a atleta afirma nunca ter cogitado abandonar o esporte.


"Por mais difíceis que sejam os treinos, as viagens, as cobranças e os resultados, nunca pensei em desistir. Meu foco é total."


Questionada sobre o maior obstáculo enfrentado até aqui, a resposta é direta: "Minha própria superação esportiva."


Representatividade que inspira - Como mulher com nanismo atuando no esporte paralímpico, Rayssa reconhece a importância de sua trajetória para outras pessoas com deficiência.


"É muito importante ter pessoas com nanismo despontando no esporte. Isso abre muitas portas para os mais jovens", explicou. Para ela, ampliar o acesso ao esporte passa principalmente pela divulgação de projetos e iniciativas voltadas às pessoas com deficiência.


"Falta mais divulgação sobre os esportes e projetos que beneficiam as pessoas com deficiência”, alerta.


A atleta também defende maior visibilidade para o esporte paralímpico na mídia.


"É muito importante porque estimula outras pessoas a investirem em práticas esportivas."


Com a medalha de prata e a entrada no ranking nacional, Rayssa já está focada nos próximos desafios.


E seu foco agora são os treinos para os campeonatos nacionais de 2026, pois, entre os maiores sonhos está a possibilidade de representar o Brasil em competições internacionais.


"É o sonho de todo atleta representar o Brasil em grandes competições, como os Jogos Paralímpicos", reitera. Ela ainda atribui o bom preparo ao treinador Dionnes Lopes, único treinador qualificado em halterofilismo no Espírito Santo pelo CPB - Comitê Paralimpico Brasileiro, responsável pela sua preparação fisica.


Aos jovens que acreditam que a deficiência pode limitar seus sonhos, Rayssa deixa uma mensagem de incentivo: "Acredite que você pode ir sempre mais longe. A deficiência nunca será um impedimento para sonhar grande", disse


Ao olhar para trás, ela também faz questão de reconhecer a própria caminhada.

"Viu como todo aquele cansaço, a fome, o sono e a insistência fizeram você chegar até aqui? Parabéns, Rayssa. E a Rayssa de hoje ainda vai mandar recado para a Rayssa de amanhã."


Um legado de resistência - Mais do que medalhas e resultados, Rayssa deseja ser lembrada pela mensagem que transmite dentro e fora das competições.

"Quero deixar um legado de resistência e mostrar à sociedade que a deficiência não é obstáculo para buscar os seus sonhos", disse.

 

 


 
 
 

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